segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cardozo. O Regresso.

Se na terça-feira critiquei as acções dos adeptos do Benfica e as de Óscar Cardozo, hoje rejubilo com a forma como ambos lidaram com a situação menos positiva do jogo passado. Os adeptos do Benfica souberam perdoar o poderoso avançado e este não se fez rogado e fez um jogo memorável, no Estádio da Luz, contra o rival Sporting! Assim se demonstra a grandeza deste nosso Benfica. Um clube onde todos cometem erros mas onde se dá espaço à aprendizagem e redenção. Um clube onde os jogadores mostram dentro de campo a sua verdadeira natureza, a sua vontade de vencer e de ajudar os colegas a atingir algo muito superior a eles todos: a alegria de 6 milhões de benfiquistas e a glorificação de um emblema supremo!

Do jogo de hoje, pouco há para dizer. Desde o início o Benfica mostrou-se determinado em levar de vencida o tímido Sporting. Por mais que se esconda, este Sporting não tem estofo para fazer face a um adversário como o Benfica. O Sporting joga um futebol sem ideias e vagueia num mar verde qual barco perdido no triângulo das Bermudas. O Benfica trabalhou mais, jogou mais, e criou mais oportunidades fazendo de um resultado de 2-0 uma expressão ténue daquilo que foi uma superioridade clarividente dos encarnados.

Cardozo mostrou uma vez mais do que são feitos os verdadeiros campeões. O matador paraguaio mostrou dentro de campo o porquê de ser titular indiscutível no onze de Jesus. Mostrou humildade e vontade. Correu, passou e marcou. Nada mais se pode pedir a um avançado. Veni, Vidi, Vici! Boa sorte Cardozo!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cardozo.

O Benfica levou de vencida, esta noite, o Hapoel Telavive por 2-0. Num jogo de grande pragmatismo, o campeão nacional soube controlar o seu adversário, soube ter paciência e ganhou de forma inteligente três preciosos pontos na corrida para a próxima fase.

Mais do que o resultado ou a exibição, aquilo que trago desta deslocação ao Estádio da Luz é um misto de surpresa e desagrado com a relação entre os benfiquistas e Óscar Cardozo. O “matador” paraguaio não tem tido um início de época fácil (já aqui foi dito) no entanto, parece-me infantil a forma como o público benfiquista reagiu a alguns “falhanços” do melhor marcador da época passada, apupando um jogador que já tantas alegrias lhes trouxe. Costuma-se dizer que o português tem memória curta e o público da Luz foi hoje o seu perfeito exemplo. Bem sei que a emoção muitas das vezes se sobrepõe à razão, contudo, nunca conheci (e provavelmente nunca conhecerei) um jogador que se motive com os assobios dos seus próprios adeptos!

É também condenável a resposta de Cardozo. Enquanto profissional de futebol, Cardozo tem de aprender a celebrar as suas conquistas mas também a ultrapassar os seus desaires. Temo que a sua provocação após o golo foi um gesto irreflectido e que constituiu apenas um desabafo do ponta-de-lança paraguaio, no entanto, tal veio apenas agudizar a sua relação com os adeptos. Se ao invés de mandar calar o público Cardozo tivesse procurado festejar com os muitos adeptos em êxtase talvez estivéssemos aqui a falar de algo diametralmente diferente. Mas não estamos.

Para mim uma coisa é certa: no próximo domingo eu lá estarei, ao lado de Cardozo e do resto da equipa, junto aos verdadeiros adeptos benfiquistas, a apoiá-los fervorosa e incondicionalmente na batalha contra os leões de Alvalade e contra aqueles que invejam a grandeza deste nosso Benfica!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Venha o próximo!

Hoje decide-se o futuro de Carlos Queiroz à frente da equipa das quinas. Hoje sabe-se se a Federação Portuguesa de Futebol cede, ou não, à pressão para demitir o treinador. Mas é tarde! É tarde porque a selecção já realizou dois jogos de apuramento para o Euro’ 2012 e, ainda que tenha mais seis jogos para discutir, estes dois desaires podem ser fatais para o nosso apuramento.

É um facto que sob a batuta de Carlos Queiroz nunca vislumbrámos uma selecção com uma estratégia bem definida, com um fio condutor de jogo claro e que funcionasse. Vimos uma selecção que primava por sofrer poucos golos mas que se valia exclusivamente das suas individualidades para encetar a construção do seu jogo ofensivo. Tenho a certeza que durante este período “Queiroziano” não houve um único português que não teve saudades do “mister” Scolari! Não me parece, contudo, que a responsabilidade deste fraquíssimo período deva recair inteiramente sob o seleccionador nacional. Na minha opinião, os grandes responsáveis pelo desaire português são: Gilberto Madaíl e Laurentino Dias. O primeiro porque lhe faltou coragem e determinação, deixando Queiroz à mercê dos ataques e fraquejando na hora de apoiar o seu treinador ou demiti-lo. E o segundo, porque foi o verdadeiro incendiário de uma novela que, ainda que tivesse razão para existir, jamais deve ser alimentada por quem tem a responsabilidade política pelo futebol. É vergonhoso e só em Portugal!

Neste virar de página, que estou certo que acontecerá hoje, o novo seleccionador terá a dura tarefa de voltar a reunir os portugueses em torno da selecção e esperar pelo “milagre da qualificação”!

Apesar de preferir um seleccionador estrangeiro (porque em Portugal, infelizmente, “santos da casa não fazem milagres”), parece-me que Paulo Bento, Manuel Cajuda e Humberto Coelho estão na linha da frente da sucessão. Quem será a melhor opção? Espero pela vossa opinião!

sábado, 4 de setembro de 2010

(Des)confiança e (In)stabilidade

A selecção iniciou ontem, de forma desastrosa, a sua qualificação para o Euro’ 2012. O empate frente ao Chipre (4-4) deve ter sido um dos resultados mais humilhantes que a selecção já alguma vez obteve em toda a sua história.

A intranquilidade com que a equipa jogou ontem não tem precedentes. Com um adversário amador e fácil (porque Portugal conseguiu sempre dar a volta ao resultado), Portugal só se pode queixar de si mesmo, da sua falta de concentração e da sua incapacidade em controlar o jogo. Apesar de ter marcado quatro golos (o que é bom, mesmo com um adversário tão fraco), é inacreditável sofrer quatro golos num jogo! É pura e simplesmente infantil!

O que vimos em Guimarães foi uma equipa portuguesa incaracterística, alheada de si mesmo, que não soube controlar o jogo e que se deixou sempre à mercê dos contra-ataques da equipa adversária (diga-se a sua única arma). Foi estranho!

Mais estranho ainda foram as declarações de Agostinho Oliveira no flash interview onde, se não soubéssemos o resultado, julgaríamos que a selecção tinha obtido um bom resultado, tinha jogado um bom futebol e que não haveria razões para nos preocuparmos. Mas a verdade é que há muitas razões para nos preocuparmos, muitas mesmo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quem vencerá o scudetto?

Boa tarde a todos. Depois de ter feito a antevisão da Bundesliga, da Premier Legue e da La Liga, ficou me a faltar o Calcio, que já teve a sua primeira jornada no passado fim-de-semana. O campeonato italiano que parecia ter perdido muito do seu encanto com a saída de José Mourinho, voltou a ganhar grandes motivos de interesse com as duas mais recentes contratações do AC Milan: Ibrahimovic e Robinho. Dois nomes estrondosos do futebol internacional que juntamente com Pato e Ronaldinho irão fazer um quarteto de luxo no ataque milanês.

Dos quatro (principais) candidatos ao "scudetto", apenas a Roma manteve o seu treinador, Claudio Ranieri. Os restantes, os dois clubes de Milão e a Juventus, mudaram de treinador em relação à época passada: Rafa Benfitez é o novo comandante dos "nerazzurri"; Massimiliano Allegri substitui Leonardo no comando dos "rossoneri" e Luigi del Neri ocupa o lugar do conceituado Alberto Zaccheroni no banco da "Vecchia Signora".

Quanto ao mercado de contratações, o Inter de Milão esteve pouco activo, contratando apenas o guarda-redes Luca Castellazzi (ex: Sampdoria) e os jovens Jonathan Biabiany (ex: Parma) e Marco David Faraoni (ex: Lazio).

Já a Juventus, após uma época para esquecer, contratou o médio Aquilani (ex: Liverpool), o russo Krasic (CSKA Moscovo), o lateral Traoré (ex: Arsenal), os avançados internacionais italianos Simone Pepe (ex: Udineses) e Fabio Quagliarella (ex: Nápoles) e, ainda, Marco Motta (ex: Udinese), Jorge Martinez (ex: Catania), o defesa Leonardo Bonucci (ex: Bari), Lanzafame (ex: Palermo), o guarda-redes Marco Storari (ex: Milan) e Rinaudo (ex: Nápoles).

A Roma por sua vez recrutou os brasileiros Fabio Simplicio (ex: Palermo) e Adriano (ex: Flamengo), os argentinos Guillermo Burdisso (ex: Rosario Central) e Nicole Burdisso (ex: Inter) e os italianos Borriello (ex: Milan) e Paolo Castellini (ex: Parma).

Já o Milan, para além dos já mencionados Robinho (ex: Manchester City) e Zlatan Ibrahimovic (ex: Barcelona), contratou também Bruno Montelongo (ex. River Plate), Kevin-Prince Boateng (ex: Génova), Papastathopoulos (ex: Génova), Luca Santonocito (ex: Celtic), Marco Amelia (ex: Génova) e Mario Yepes (ex: Chievo).

Com a saída de José Mourinho, o campeonato italiano tem tudo para ser o mais equilibrado dos últimos anos. Eu, pela admiração que tenho desde pequeno pelo AC Milan, aposto na ex-equipa de Rui Costa para vencer o "scudetto". E vocês?
Um abraço.