sábado, 4 de setembro de 2010

(Des)confiança e (In)stabilidade

A selecção iniciou ontem, de forma desastrosa, a sua qualificação para o Euro’ 2012. O empate frente ao Chipre (4-4) deve ter sido um dos resultados mais humilhantes que a selecção já alguma vez obteve em toda a sua história.

A intranquilidade com que a equipa jogou ontem não tem precedentes. Com um adversário amador e fácil (porque Portugal conseguiu sempre dar a volta ao resultado), Portugal só se pode queixar de si mesmo, da sua falta de concentração e da sua incapacidade em controlar o jogo. Apesar de ter marcado quatro golos (o que é bom, mesmo com um adversário tão fraco), é inacreditável sofrer quatro golos num jogo! É pura e simplesmente infantil!

O que vimos em Guimarães foi uma equipa portuguesa incaracterística, alheada de si mesmo, que não soube controlar o jogo e que se deixou sempre à mercê dos contra-ataques da equipa adversária (diga-se a sua única arma). Foi estranho!

Mais estranho ainda foram as declarações de Agostinho Oliveira no flash interview onde, se não soubéssemos o resultado, julgaríamos que a selecção tinha obtido um bom resultado, tinha jogado um bom futebol e que não haveria razões para nos preocuparmos. Mas a verdade é que há muitas razões para nos preocuparmos, muitas mesmo!

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