Embora o Sporting estivesse claramente a perder fulgor nesta fase, muito por culpa da quebra dos dois homens do meio campo leonino (Maniche e André Santos), a equipa tinha o jogo controlado e o Vitória parecia não ter armas para, se quer, chegar à baliza de Rui Patrício.
No entanto, depois da expulsão de Maniche, o que até então estava a ser uma das exibições mais bem conseguidas da época leonina, virou um verdadeiro pesadelo. O Sporting não foi mais capaz de ter bola e sofreu três golos em 10 minutos. Perderam-se três pontos, perdeu-se a oportunidade de alcançar o segundo lugar e, quem sabe, perdeu-se também o que restava de crença no Sporting poder chegar ainda ao título nacional.
Será justo culpar só Maniche? Na minha opinião, apesar de ter faltado claramente aos dez que restaram a capacidade para controlar a ansiedade e defender a baliza de Rui Patrício, a expulsão de Maniche foi o momento crítico do jogo. Assim, tratando-se um dos jogadores mais experientes da equipa, será sobre ele que deverão recair as responsabilidades desta derrota.
No entanto, mais do que apenas criticar, considero que este deverá ser um momento de profunda reflexão. Para Maniche, sobre o que se passou e o que nunca mais se poderá repetir. Para Paulo Sérgio, sobre a forma como a equipa reagiu à expulsão (e como já tinha reagido a meio da semana frente ao Gent). Para os responsáveis leoninos, sobre que atitude tomar em relação a Maniche.
Depois de assisitir ao vivo a uma das mais crueís derrotas do Sporting, também eu passei essa noite a reflectir. Sinceramente, penso que a atitude certa (tendo em conta o momento) será chamar Maniche à razão e puni-lo financeiramente. Ao tirar Maniche de campo (para além dos dois jogos de castigo impostos pela Liga), o Sporting terá que jogar com o meio campo fraco que se forma quando Zapater e André Santos actuam ao mesmo tempo. E nesta altura, isso pode tornar a situação ainda mais critica.