sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Momento para reflectir

Passava o 72º minuto de jogo em Alvalade, quando Maniche tem um atitude inexplicável e agride, aos olhos de todos, o jogador do Vitória de Guimarães, Rui Miguel.

Embora o Sporting estivesse claramente a perder fulgor nesta fase, muito por culpa da quebra dos dois homens do meio campo leonino (Maniche e André Santos), a equipa tinha o jogo controlado e o Vitória parecia não ter armas para, se quer, chegar à baliza de Rui Patrício.

No entanto, depois da expulsão de Maniche, o que até então estava a ser uma das exibições mais bem conseguidas da época leonina, virou um verdadeiro pesadelo. O Sporting não foi mais capaz de ter bola e sofreu três golos em 10 minutos. Perderam-se três pontos, perdeu-se a oportunidade de alcançar o segundo lugar e, quem sabe, perdeu-se também o que restava de crença no Sporting poder chegar ainda ao título nacional.

Será justo culpar só Maniche? Na minha opinião, apesar de ter faltado claramente aos dez que restaram a capacidade para controlar a ansiedade e defender a baliza de Rui Patrício, a expulsão de Maniche foi o momento crítico do jogo. Assim, tratando-se um dos jogadores mais experientes da equipa, será sobre ele que deverão recair as responsabilidades desta derrota.

No entanto, mais do que apenas criticar, considero que este deverá ser um momento de profunda reflexão. Para Maniche, sobre o que se passou e o que nunca mais se poderá repetir. Para Paulo Sérgio, sobre a forma como a equipa reagiu à expulsão (e como já tinha reagido a meio da semana frente ao Gent). Para os responsáveis leoninos, sobre que atitude tomar em relação a Maniche.

Depois de assisitir ao vivo a uma das mais crueís derrotas do Sporting, também eu passei essa noite a reflectir. Sinceramente, penso que a atitude certa (tendo em conta o momento) será chamar Maniche à razão e puni-lo financeiramente. Ao tirar Maniche de campo (para além dos dois jogos de castigo impostos pela Liga), o Sporting terá que jogar com o meio campo fraco que se forma quando Zapater e André Santos actuam ao mesmo tempo. E nesta altura, isso pode tornar a situação ainda mais critica.

Amanhã há mais um jogo importantíssimo (e dificílimo) para os leões em Coimbra, resta saber se a reflexão foi feita e se conseguiremos reagir... Quero acreditar que sim. SL

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Jogador do Povo

Ontem foi um dia histórico para um dos principais símbolos do Benfica dos últimos anos. Dia triste, pois provavelmente não iremos ver mais no relvado do Estádio da Luz, o sorriso e os malabarismos de Pedro Manuel Torres, simplesmente Mantorras no mundo do Futebol.

Pedro Mantorras chegou ao Benfica em 2001, depois de uma época fantástica no Alverca. Com apenas 19 anos, o número 9 encarnado mostrou o potencial e o talento que lhe valeram o título de “o novo Eusébio”. Pedro Mantorras revelou ser o jogador mais importante da equipa encarnada da altura, tendo conquistado igualmente o título de melhor marcador do conjunto na sua época de estreia. Mantorras estava no auge da sua carreira. Jogava com uma alegria contagiante e a sua força e técnica deixavam companheiros e adversários completamente perplexos. Era referenciado pelos colossos europeus e Luís Filipe Vieira (na altura director desportivo) pedia 18 milhões de contos (90 milhões de euros!) pelo seu passe. No entanto, uma grave lesão no joelho do jovem angolano mudou a vida de Mantorras. Dores atrás de dores, fizeram com a magia indomável do jovem angolano nunca mais fosse a mesma.

Nos últimos anos a presença de Mantorras em campo tem-se resumido a escassos minutos. No entanto, são os mais empolgantes de todo o jogo! Não só pelo entusiasmo que o Palanca transmite ao jogo, mas também porque a sua simples entrada em campo leva os benfiquistas a uma explosão de alegria e de exultação do grande carinho que nutrem pelo seu número 9. Mantorras teve sempre esta capacidade. Jogador humilde, sincero e simples. Sem rodeios, sem vedetismos e com muita vontade. Vontade de ajudar, vontade de vencer! E isto os adeptos benfiquistas jamais esquecerão.

Recordo o título de 2004/2005, onde Mantorras foi crucial, marcando 5 golos importantíssimos, todos eles, nos últimos minutos dos jogos. Não jogou muito mas jogou bem. Mostrou o orgulho que é vestir esta camisola encarnada!

Por tudo isto, não queria passar este momento sem agradecer ao grande fenómeno chamado Mantorras. Obrigado Pedro. Adeus campeão.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cardozo. O Regresso.

Se na terça-feira critiquei as acções dos adeptos do Benfica e as de Óscar Cardozo, hoje rejubilo com a forma como ambos lidaram com a situação menos positiva do jogo passado. Os adeptos do Benfica souberam perdoar o poderoso avançado e este não se fez rogado e fez um jogo memorável, no Estádio da Luz, contra o rival Sporting! Assim se demonstra a grandeza deste nosso Benfica. Um clube onde todos cometem erros mas onde se dá espaço à aprendizagem e redenção. Um clube onde os jogadores mostram dentro de campo a sua verdadeira natureza, a sua vontade de vencer e de ajudar os colegas a atingir algo muito superior a eles todos: a alegria de 6 milhões de benfiquistas e a glorificação de um emblema supremo!

Do jogo de hoje, pouco há para dizer. Desde o início o Benfica mostrou-se determinado em levar de vencida o tímido Sporting. Por mais que se esconda, este Sporting não tem estofo para fazer face a um adversário como o Benfica. O Sporting joga um futebol sem ideias e vagueia num mar verde qual barco perdido no triângulo das Bermudas. O Benfica trabalhou mais, jogou mais, e criou mais oportunidades fazendo de um resultado de 2-0 uma expressão ténue daquilo que foi uma superioridade clarividente dos encarnados.

Cardozo mostrou uma vez mais do que são feitos os verdadeiros campeões. O matador paraguaio mostrou dentro de campo o porquê de ser titular indiscutível no onze de Jesus. Mostrou humildade e vontade. Correu, passou e marcou. Nada mais se pode pedir a um avançado. Veni, Vidi, Vici! Boa sorte Cardozo!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cardozo.

O Benfica levou de vencida, esta noite, o Hapoel Telavive por 2-0. Num jogo de grande pragmatismo, o campeão nacional soube controlar o seu adversário, soube ter paciência e ganhou de forma inteligente três preciosos pontos na corrida para a próxima fase.

Mais do que o resultado ou a exibição, aquilo que trago desta deslocação ao Estádio da Luz é um misto de surpresa e desagrado com a relação entre os benfiquistas e Óscar Cardozo. O “matador” paraguaio não tem tido um início de época fácil (já aqui foi dito) no entanto, parece-me infantil a forma como o público benfiquista reagiu a alguns “falhanços” do melhor marcador da época passada, apupando um jogador que já tantas alegrias lhes trouxe. Costuma-se dizer que o português tem memória curta e o público da Luz foi hoje o seu perfeito exemplo. Bem sei que a emoção muitas das vezes se sobrepõe à razão, contudo, nunca conheci (e provavelmente nunca conhecerei) um jogador que se motive com os assobios dos seus próprios adeptos!

É também condenável a resposta de Cardozo. Enquanto profissional de futebol, Cardozo tem de aprender a celebrar as suas conquistas mas também a ultrapassar os seus desaires. Temo que a sua provocação após o golo foi um gesto irreflectido e que constituiu apenas um desabafo do ponta-de-lança paraguaio, no entanto, tal veio apenas agudizar a sua relação com os adeptos. Se ao invés de mandar calar o público Cardozo tivesse procurado festejar com os muitos adeptos em êxtase talvez estivéssemos aqui a falar de algo diametralmente diferente. Mas não estamos.

Para mim uma coisa é certa: no próximo domingo eu lá estarei, ao lado de Cardozo e do resto da equipa, junto aos verdadeiros adeptos benfiquistas, a apoiá-los fervorosa e incondicionalmente na batalha contra os leões de Alvalade e contra aqueles que invejam a grandeza deste nosso Benfica!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Venha o próximo!

Hoje decide-se o futuro de Carlos Queiroz à frente da equipa das quinas. Hoje sabe-se se a Federação Portuguesa de Futebol cede, ou não, à pressão para demitir o treinador. Mas é tarde! É tarde porque a selecção já realizou dois jogos de apuramento para o Euro’ 2012 e, ainda que tenha mais seis jogos para discutir, estes dois desaires podem ser fatais para o nosso apuramento.

É um facto que sob a batuta de Carlos Queiroz nunca vislumbrámos uma selecção com uma estratégia bem definida, com um fio condutor de jogo claro e que funcionasse. Vimos uma selecção que primava por sofrer poucos golos mas que se valia exclusivamente das suas individualidades para encetar a construção do seu jogo ofensivo. Tenho a certeza que durante este período “Queiroziano” não houve um único português que não teve saudades do “mister” Scolari! Não me parece, contudo, que a responsabilidade deste fraquíssimo período deva recair inteiramente sob o seleccionador nacional. Na minha opinião, os grandes responsáveis pelo desaire português são: Gilberto Madaíl e Laurentino Dias. O primeiro porque lhe faltou coragem e determinação, deixando Queiroz à mercê dos ataques e fraquejando na hora de apoiar o seu treinador ou demiti-lo. E o segundo, porque foi o verdadeiro incendiário de uma novela que, ainda que tivesse razão para existir, jamais deve ser alimentada por quem tem a responsabilidade política pelo futebol. É vergonhoso e só em Portugal!

Neste virar de página, que estou certo que acontecerá hoje, o novo seleccionador terá a dura tarefa de voltar a reunir os portugueses em torno da selecção e esperar pelo “milagre da qualificação”!

Apesar de preferir um seleccionador estrangeiro (porque em Portugal, infelizmente, “santos da casa não fazem milagres”), parece-me que Paulo Bento, Manuel Cajuda e Humberto Coelho estão na linha da frente da sucessão. Quem será a melhor opção? Espero pela vossa opinião!

sábado, 4 de setembro de 2010

(Des)confiança e (In)stabilidade

A selecção iniciou ontem, de forma desastrosa, a sua qualificação para o Euro’ 2012. O empate frente ao Chipre (4-4) deve ter sido um dos resultados mais humilhantes que a selecção já alguma vez obteve em toda a sua história.

A intranquilidade com que a equipa jogou ontem não tem precedentes. Com um adversário amador e fácil (porque Portugal conseguiu sempre dar a volta ao resultado), Portugal só se pode queixar de si mesmo, da sua falta de concentração e da sua incapacidade em controlar o jogo. Apesar de ter marcado quatro golos (o que é bom, mesmo com um adversário tão fraco), é inacreditável sofrer quatro golos num jogo! É pura e simplesmente infantil!

O que vimos em Guimarães foi uma equipa portuguesa incaracterística, alheada de si mesmo, que não soube controlar o jogo e que se deixou sempre à mercê dos contra-ataques da equipa adversária (diga-se a sua única arma). Foi estranho!

Mais estranho ainda foram as declarações de Agostinho Oliveira no flash interview onde, se não soubéssemos o resultado, julgaríamos que a selecção tinha obtido um bom resultado, tinha jogado um bom futebol e que não haveria razões para nos preocuparmos. Mas a verdade é que há muitas razões para nos preocuparmos, muitas mesmo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quem vencerá o scudetto?

Boa tarde a todos. Depois de ter feito a antevisão da Bundesliga, da Premier Legue e da La Liga, ficou me a faltar o Calcio, que já teve a sua primeira jornada no passado fim-de-semana. O campeonato italiano que parecia ter perdido muito do seu encanto com a saída de José Mourinho, voltou a ganhar grandes motivos de interesse com as duas mais recentes contratações do AC Milan: Ibrahimovic e Robinho. Dois nomes estrondosos do futebol internacional que juntamente com Pato e Ronaldinho irão fazer um quarteto de luxo no ataque milanês.

Dos quatro (principais) candidatos ao "scudetto", apenas a Roma manteve o seu treinador, Claudio Ranieri. Os restantes, os dois clubes de Milão e a Juventus, mudaram de treinador em relação à época passada: Rafa Benfitez é o novo comandante dos "nerazzurri"; Massimiliano Allegri substitui Leonardo no comando dos "rossoneri" e Luigi del Neri ocupa o lugar do conceituado Alberto Zaccheroni no banco da "Vecchia Signora".

Quanto ao mercado de contratações, o Inter de Milão esteve pouco activo, contratando apenas o guarda-redes Luca Castellazzi (ex: Sampdoria) e os jovens Jonathan Biabiany (ex: Parma) e Marco David Faraoni (ex: Lazio).

Já a Juventus, após uma época para esquecer, contratou o médio Aquilani (ex: Liverpool), o russo Krasic (CSKA Moscovo), o lateral Traoré (ex: Arsenal), os avançados internacionais italianos Simone Pepe (ex: Udineses) e Fabio Quagliarella (ex: Nápoles) e, ainda, Marco Motta (ex: Udinese), Jorge Martinez (ex: Catania), o defesa Leonardo Bonucci (ex: Bari), Lanzafame (ex: Palermo), o guarda-redes Marco Storari (ex: Milan) e Rinaudo (ex: Nápoles).

A Roma por sua vez recrutou os brasileiros Fabio Simplicio (ex: Palermo) e Adriano (ex: Flamengo), os argentinos Guillermo Burdisso (ex: Rosario Central) e Nicole Burdisso (ex: Inter) e os italianos Borriello (ex: Milan) e Paolo Castellini (ex: Parma).

Já o Milan, para além dos já mencionados Robinho (ex: Manchester City) e Zlatan Ibrahimovic (ex: Barcelona), contratou também Bruno Montelongo (ex. River Plate), Kevin-Prince Boateng (ex: Génova), Papastathopoulos (ex: Génova), Luca Santonocito (ex: Celtic), Marco Amelia (ex: Génova) e Mario Yepes (ex: Chievo).

Com a saída de José Mourinho, o campeonato italiano tem tudo para ser o mais equilibrado dos últimos anos. Eu, pela admiração que tenho desde pequeno pelo AC Milan, aposto na ex-equipa de Rui Costa para vencer o "scudetto". E vocês?
Um abraço.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Muito se escreve...

Muito se escreve sobre o Benfica, seja sobre o guarda-redes, as futuras contratações (em tempos de crise parece que o poço da Luz não tem mesmo fundo), o estar ou não de volta ás boas exibições...
Muito se escreve sobre o Sporting, seja sobre o Pinheiro que ai vem (ou não), seja sobre as más exibições (ou não), seja sobre as adaptações (ou não) do Paulo Sérgio... Aliás, no Sporting dá sempre ideia que há uma ideia, um projecto, uma contratação... Ou não...
Muito se escreve e justamente sobre este novo e surpreendente Braga...
Muito se escreve sobre o Queiroz e toda a polémica envolvendo a federação de futebol e a Autoridade Antidopagem...

Deixa-se por escrever algo sobre uma equipa que está a fazer um ínicio de época incrível... Como incrível têm sido as exibições do Hulk, demonstrando que a tabela classificativa da época passada deixa um sabor a injustiça em todos os adeptos do futebol.
O Porto tem 6 vitórias em 6 jogos oficiais demonstrando um futebol apoiado com algumas das rotinas e dos novos jogadores completamente enraizados.
O Porto é neste momento uma equipa em grande forma, ainda que nem sempre a praticar um futebol bonito e que não dá hipóteses aos seus adversários de discutirem o resultado. Ao contrário dos seus rivais o Porto ganha sempre os jogos demonstrando uma superioridade que, neste momento, faz do Porto o maior e melhor candidato a ser campeão... Situação que também não é estranha para ninguém...

Balanço satisfatório

O Sporting foi o último dos 3 grandes a entrar em campo para a 3ª jornada da Liga Zon Sagres. Com a pressão das vitórias dos seus mais directos adversários (não só Porto e Benfica mas também do Braga), os leões fizeram um bom jogo e venceram, indiscutivelmente, a Naval por 3 bolas a 1. No entanto, mesmo acreditando que o Sporting, mais cedo ou mais tarde, iria resolver o jogo, o árbitro Elmano Santos validou um golo em fora de jogo e assinalou um penalty, no mínimo, discutível. Dois lances que não mancham a vitória leonina mas que devem ser referidos.

No final, foi apenas mais uma vitória numa longa guerra mas foi, essencialmente, mais um passo importante para a tão desejada estabilidade emocional da equipa verde e branca. Parece, também, ter sido uma vitória importante do sistema 4x2x3x1 com a dupla chilena (finalmente) no lugar certo.

Depois de 7 jogos oficiais, o Sporting parte para a primeira pausa da época com um saldo positivo de vitórias mas duas manchas (a não repetir) no cartório: o jogo na Mata Real e o jogo em Alvalade com o Brondby. O balanço é satisfatório mas ainda há muito para trabalhar.

Hoje, em princípio, receberemos mais um avançado para o plantel. Pedro Mendes parece estar quase recuperado e o regresso de Izmailov também está previsto para Setembro. A acontecer, estes reforços vão tornar o Sporting ainda mais competitivo e equilibrado, e vão fazer acreditar que uma época de alegrias poderá estar a começar. Pelo menos a mim. Aguardemos para ver! SL

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O homem dá mesmo pontos!

A contratação de Roberto por 8,5 milhões de euros fez ecoar algumas vozes de protesto no seio da família benfiquista e na comunicação social desportiva. O valor pago pelo Benfica e as fracas exibições na pré-época e início de época do guardião espanhol fizeram crer que o Benfica tinha feito um péssimo negócio. No entanto, Jesus fez sempre questão (e bem) de defender o jogador assumindo que este era um guarda-redes que daria pontos ao S.L. Benfica.

Neste fim-de-semana, e após violentíssimas criticas, Jesus procurou defender Roberto fazendo uma “cura de banco”, optando assim por Júlio César como titular da baliza do Benfica. Naquilo que se pode chamar um infortúnio dos deuses, o brasileiro não conseguiu agarrar a oportunidade, foi expulso e causou um penálti para a equipa adversária. E foi aqui que a besta passou a bestial novamente. Roberto foi chamado à baliza e segurou a vantagem benfiquista! Não foi uma grande defesa (o penálti foi mal batido) mas foi a defesa do jogo! Roberto segurou a tranquilidade do Benfica, deu à equipa a confiança suficiente para agarrar o jogo de novo, dominar o Vitória de Setúbal mesmo a jogar com 10, e mostrar o porquê do escudo de campeão estar na camisola do clube encarnado!

Num jogo onde o resultado fala por si (3-0), o Benfica demonstrou a sua superioridade e ganhou confiança para enfrentar os próximos desafios. O “rolo compressor” ainda não está de volta mas parece ter sido bem substituído pelos tiros certeiros dos “snipers” benfiquistas!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

La Liga como nunca

Vai começar este fim-de-semana o melhor campeonato espanhol dos últimos anos. Ingredientes não vão faltar. Os dois melhores treinadores do Mundo em confronto directo: José Mourinho de um lado e Pepe Guardiola do outro. Teremos também os dois melhores jogadores do mundo frente-a-frente: Cristiano Ronaldo versus Leonel Messi. Quem será o grande vencedor?

Os merengues reforçaram-se com os jovens alemães Mesut Ozil (ex: Werder Bremem) e Sami Khedira (ex: Estugarda), o português Ricardo Carvalho (ex: Chelsea), o extremo argentino Ángel Di Maria (ex: Benfica) e os jovens espanhóis Sergio Canales (ex: Racing de Santander) e Pedro Léon (Ex: Gétafe). As saídas mais relevantes dos “Blancos” foram a do capitão e melhor marcador da história merengue, Raul Gonzalez (Schalke 04) e também o centro campista Guti (Besiktas).

Por seu lado, o Barça contratou o ponta de lança espanhol David Villa (ex: Valência) e o esquerdino Adriano (ex: Sevilla). Saíram do plantel culé, Yaya Touré (Manchester City), Henry (New York Red Bulls) e Rafael Marquez (New York Red Bulls). Fala-se ainda na possível saída do avançado sueco Ibrahimovic para o AC Milan e da provável entrada de Javier Mascherano (Liverpool).

A lutar pelos restantes lugares que dão acesso à Liga dos Campeões vão estar o Valência, o Sevilha, o Atlético de Madrid e o Vilarreal.

Os Valencianos perderem alguns dos seus melhores jogadores, como David Villa, David Silva, Carlos Marchena (todos campeões do Mundo). Mas contrataram: Aritz Aduriz (ex: Mallorca), Alberto Costa (ex: Montpellier), Roberto Soldado (ex: Getafe), Sofiane Feghouli (ex: Grenoble), Ricardo Costa (ex: Lille) e Mehmet Topal (ex: Galatasaray).

Já os colchoneros contrataram Tiago (ex: Juventus, novo empréstimo), o defesa Diego Godin (ex: Villarreal), o defesa Filipe Luis Kasmirski (ex: Deportivo La Coruna), o médio Mario Suarez (ex: Mallorca) e o jovem médio Fran Merida (ex:Arsenal).

Os andaluzes recrutaram os italianos Luca Cigarini (ex: Nápoles) e Tiberio Guarente (ex:Atalanta) e o senegalês Mouhamadou Dabo (ex: Saint-Etienne).

Por fim, o “submarino amarelo” recrutou o defesa Carlos Marchena (ex: Valência) e o médio Borja Valero (ex: West Brom).

O contingente de portugueses no país vizinho é grande. Para além de dois treinadores principais (José Mourinho no Real Madrid e Jesualdo Ferreira no Málaga) e os seus adjuntos, temos inúmeros jogadores: Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho (Real Madrid), José Castro (Deportivo da Corunha), Duda, Edinho, Hélder Rosário e Eliseu (Málaga), Miguel, Manuel Fernandes e Ricardo Costa (Valência), Simão e Tiago (Atlético de Madrid), Nunes e Bruno China (Maiorca), Rui Fonte (Espanhol) e Tiago Gomes (Hércules).

Será José Mourinho capaz de ganhar ao super Barcelona de Guardiola? Eu, de Mourinho espero tudo! E vocês?

Contem connosco!

Muito mais do que uma grande exibição (que não foi), foi uma grande vitória do Sporting. E são este tipo de vitórias que trazem confiança aos jogadores e que possibilitam a criação de uma verdadeira equipa. Sorte? Sim, tivemos alguma. Mas merecida e compensada pelo azar que tivemos em Alvalade. Como ontem escrevi num comentário ao texto do Miguel, este jogo era muito mais do que um simples play-off da Liga Europa. Ganhando, teríamos razões para acreditar que temos equipa e estofo para fazer coisas bonitas, perdendo, a crença acabaria e a época ficaria manchada logo desde o início.

Graças a todos ganhámos e, sendo assim, demos um sinal aos adversários que têm que contar connosco. No entanto, foi apenas uma vitória que era exigida a uma equipa como o Sporting e há ainda muito para trabalhar e muitas arestas e estratégias para limar. Por isso, é muito importante continuarem a vtrabalhar e, sobretudo, continuarem a ganhar. E o próximo jogo, contra a Naval na próxima segunda-feira, vai ser tão importante como este.
Agora, espero que, assegurando a fase de grupo da liga Europa, já existam condições para irmos ao mercado encontrar o avançado que tanto precisamos.

Para terminar, queria deixar aqui um recado aos comentadores da SIC. Todas as pessoas são livres de ter as suas preferências clubisticas, no entanto, se escolheram esta profissão, deveriam ser mais imparciais e festejarem os feitos das equipas Portuguesas na Europa. É verdade que eu também não conseguia festejar um golo do Benfica, mas por essa razão, não escolhi essa profissão. Só faltou chorarem no terceiro golo do Sporting.

Polémicas à parte, fica aqui o aviso: os leões vão à caça!
Sporting sempre! SL

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Liga dos Campeões: a “sorte” portuguesa

Nesta quinta-feira tivemos o sorteio da Liga Milionária. O sorteio ditou que o Benfica, que estava no Pote 2, vai defrontar o cabeça de série Olyimpique Lyon, o Schalke 04 de Rául e ainda o Hapoel Telavive de Israel. Já o Sporting de Braga, que se estreia na Liga dos Campeões, vai jogar contra o cabeça de série Arsenal, o também complicado Shakhtar Donetsk, e o mais acessível Partizan de Belgrado.
Foi um sorteio teoricamente positivo para o Benfica onde, na minha opinião, tem todas as condições para seguir em frente na competição. Já o Sporting de Braga apresenta, como era expectável pela sua posição no ranking, um cenário um pouco mais complicado, mas que tem igualmente todas as condições para passar à fase seguinte. Curiosidade aqui para embate entre os dois arsenalistas, os de Londres e os de Braga.
Pela excelente temporada realizada pelo Benfica época passada e pela positiva pré-temporada encarnada (um pouco manchada por este inicio incaracterístico), estou convencido que os encarnados de Lisboa podem ir longe na competição, fazendo a sua melhor Liga dos Campeões dos últimos anos.
Já os rapazes do Minho, depois de heroicamente eliminarem os escoceses do Celtic e os Espanhóis do Sevilha, têm a oportunidade de se mostrar naquela que é a melhor montra do futebol mundial, a Liga dos Campeões.
É de realçar também o regresso de José Mourinho a San Siro para defrontar o Milan: uma final antecipada que nenhum de nós vai querer perder!
Abraço

Uma velinha para o meu Sporting

Daqui a poucas horas o Sporting entra em campo frente ao Brondby na Dinamarca (18:00 SIC). A equipa verde e branca parte para a segunda mão do Play-off de acesso da liga Europa com o peso de uma derrota por dois zero sofrida em casa na primeira mão. Este facto acrescido a fraca produção da equipa fazem muitos desacreditar de um Sporting na liga Europa esta época.

Os leões não têm sido capazes de mostrar o seu verdadeiro potencial nos primeiros jogos deste ano, muito devido a forcada ausência de Pedro Mendes, problema agora agudizado pela lesão de João Pereira.

Para este jogo espero que o Sporting consiga seguir o exemplo do Braga, que a equipa se apresente arrumada motivada e capaz de marcar golos uma vez que vão ser precisos pelo menos três para que o Sporting siga em frente.

Um pequeno milagre necessário para que a infelizmente típica frase: “Fica para o ano” não seja pronunciada antes de Setembro.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Histórico

O Sporting de Braga venceu ontem o Sevilha num jogo fantástico da equipa de Domingos Paciência. Marcar 4 golos ao Sevilha no seu estádio não está ao alcance de qualquer equipa. Foi uma excelente exibição de todo o conjunto minhoto, com destaque para o veloz Matheus, que já tinha marcado, num lance semelhante, o único golo na pedreira de Braga, e para o avançado Lima (ex: Belenenses) que conseguiu, em pouco mais de 30 minutos, abanar as redes do veterano Andrés Palop por três vezes.

Como seria de esperar, foi um Sporting de Braga destemido, com uma lição muito bem estudada e consciente de que com os seus avançados rapidíssimos poderia resolver a eliminatória num dos seus contra-ataques. E para delírio dos 1500 adeptos do Sporting de Braga que estiverem presentes no Sanchez Pizjuan, foi isso que aconteceu!

Sexta-feira teremos o sorteio da fase de grupos da Liga milionária, mas independentemente das equipas que calham em sorte ao Braga, a gente da cidade está de parabéns. Com um projecto consolidado, António Salvador conseguiu ao fim de sete anos tornar o Sporting Clube de Braga um dos grandes clubes do futebol português e um clube respeitado em toda a Europa. Bravo Braga!
Abraço

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dia B

Hoje é o dia mais importante da época Bracarense, talvez o mais importante de toda a história do clube minhoto e, sem dúvida, o mais importante da curta carreira de Domingos Paciência. 90 minutos (ou 120 em caso de empate) separam o Braga da primeira participação na mais importante competição de clubes do Mundo.
Depois de uma surpreendente (mas justa) vitória na pedreira, os guerreiros do Minho têm uma deslocação complicadíssima ao Sanchez Pizjuan, onde a pressão e o apoio dos adeptos é muita e onde o próprio campeão espanhol Barcelona sucumbiu há uns dias atrás. O resultado de 1-0 da primeira-mão é escasso é certo, mas como já todos reconhecem, este Braga está capaz de tudo.
Sendo assim, será hoje que o Sporting Clube de Braga carimba a entrada na maior montra do Futebol Europeu? Eu, tal como os adeptos do Braga, acredito que é possível. Por isso, que se lixem os nuestros hermanos e que seja o Sevilha a ficar pelo caminho. Boa sorte Braga! SL

domingo, 22 de agosto de 2010

Ai Jesus!

A 2ª jornada da Liga Zon-Sagres voltou a não correr bem ao campeão! É um facto, e contra factos não há argumentos. Com um adversário que é sempre difícil para todos os grandes, especialmente quando joga em casa, o Benfica não conseguiu sair vitorioso da Madeira e saiu derrotado por 2-1 frente ao Nacional.

O jogo não foi fácil para os encarnados, mas notaram-se melhorias significativas na forma como a equipa trocou a bola e encarou o jogo, principalmente na primeira parte. O golo sofrido no início da segunda parte fez tremer toda a estrutura encarnada, e espelhou todas as fragilidades que a equipa, infelizmente, ainda demonstra. Continua a existir, na minha opinião, um jogo muito centralizado, dependente de Aimar e Saviola, sem se procurar as alas (pelo menos com a frequência que se fazia na época passada), tornando o jogo do Benfica muito previsível e de fácil intercepção. Se recordarmos a época passada, era a imprevisibilidade nos seus ataques e as constantes mudanças de velocidade que tornavam o Benfica letal para as defesas adversárias.

Ainda existe muito trabalho pela frente para a equipa de Jesus mas há que encarar os próximos jogos com confiança e, principalmente, com determinação. O campeão nacional tem a responsabilidade de se mostrar e com certeza fá-lo-á já na próxima jornada. Relativamente a Roberto tenho que admitir que esteve mal e que pode ter, inclusivamente, custado pontos ao Benfica. No entanto, recuso-me a torná-lo o bode expiatório para todos os problemas da equipa. Os adeptos do Benfica têm a responsabilidade de transmitir à equipa (e a Roberto) a confiança necessária para vencer todos os jogos, pelo que me repugnam todos os devaneios e desabafos que têm vindo a público, que têm como único objectivo gerar instabilidade dentro de um grupo coeso, unido e confiante em revalidar o título de campeão nacional.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eu vou acompanhar o Raúl na Alemanha

Hoje arranca o campeonato alemão, mais conhecido por Bundelisga, este ano com duas novas grandes figuras: Raúl Gonzalez e Michael Ballack. Para mim, o grande favorito é mais uma vez o todo-poderoso e actual campeão, Bayern de Munique. No entanto, tanto o Wolfsburg (campeão em 2008/2009), como o Schalke 04, o Bayer Leverkusen e o Werder Bremen poderão ter uma palavra a dizer.
Os bávaros de Louis van Gaal, que chegaram à final da Liga dos Campeões na temporada passada (derrota de 2-0 contra o Inter de José Mourinho), apenas resgataram Toni Kroos que estava empestado ao Bayer Leverkusen e mantiveram os seus jogadores mais importantes.
O Wolsburg com um novo treinador, Steve McClaren (foi campeão Holandês pelo Twente), apresenta como reforços: Mario Mandzukic (ex: Dinamo Zagreb), Simon Kjaer (ex: Palermo), Arne Friedrich (ex: Hertha Berlin) e Nassim Ben Khalifa (ex: Grasshoppers Zurich).
Os mineiros de Felix Magath, contrataram a nova grande estrela do campeonato, o avançado Raúl Gonzalez (ex: Real Madrid). Sergio Escudero (ex: Murcia), Papadopoulos (ex: Olympiacos), Metzelder (ex: Real Madrid) são os restantes novos elementos do plantel.
Já os comandados do ex-treinador do Benfica, Jupp Heynckes, viram chegar a custo zero o melhor jogador alemão da última década, Michael Ballack (ex: Chelsea), o nome mais sonante entre as suas aquisições.
Por fim, os verdes e brancos do Werder Bremen adicionaram ao seu conjunto, Marko Arnautovic (ex: Twente), Felix Kross (ex: Hansa Rostock) e Wesley (ex: Santos), este último que esteve na mira do Benfica.
O campeonato alemão, sempre muito disputado, terá este ano um contingente de apenas quatro portugueses. Petit (Colónia), Hugo Almeida (Werder Bremen), Sérgio Pinto e Carlitos (ambos no Hannover),
Eu pela grande admiração que tenho por ele, gostaria que fosse o Colónica de Petit a vencer o campeonato. Mas como me parece improvável isso vir a acontecer, aposto no Schalke 04 de Raúl Gonzalez para vencer a Bundesliga. E vocês?
Abraço

Rescaldo

Caros leitores,
Ao final da terceira semana de existência deste espaço, o balanço tem sido positivo e já contamos com quase 700 visitas. Neste momento, já temos bastantes seguidores mas também queremos comentadores. Por isso, participem e deixem as vossas opiniões. Sem limite de palavras e com uma censura muito limitada, estão totalmente livres para comentarem as nossas crónicas e libertarem os treinadores de bancada que há vocês.

PS: Só vos peço para não massacrarem muito o Sporting, eu sei que merece mas já sofro o suficiente com os jogos. Já ao Benfica, não poupem nos ataques. SL

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Assim não dá

Esta quinta-feira o Sporting voltou a não convencer frente ao Brondby num jogo para a primeira-mão do Playoff da liga Europa, perdendo por dois zero em casa contra uma equipa dinamarquesa teoricamente inferior.

Num jogo de nervos à flor da pele foi eminente a falta de sorte da equipa verde e branca, que teve inúmeras ocasiões de golo e acabou a perder por duas bolas contra uma equipa que foi à sua baliza duas vezes.

Paulo Sérgio voltou a apresentar uma equipa mal arrumada (com Matías Fernández e Jaime Váldes pelas alas) que foi incapaz de criar um fio de jogo consistente e justificar o favoritismo dos leões.

Para acrescentar ao desespero dos adeptos leoninos esteve uma arbitragem francamente má do senhor Robert Schorgenhofer, com dois penaltys claros por marcar a favor do Sporting.

A turma de Alvalade confirma o mau inicio de época com esta derrota em casa, continuando a ser perseguida pela má sorte, característica própria das equipas mal arrumadas.

Assim não dá mesmo…

Espectáculo europeu

A UEFA proporciona hoje para desespero de muitas mulheres um dia de muito futebol, com a 1ª mão do Playoff de acesso à Liga Europa. Contando com a presença de três equipas portuguesas, vai ser para muitos um dia de férias passado em frente à televisão. Sporting e Porto são claros favoritos em seguir em frente na competição, já o Marítimo tem uma tarefa complicada contra os campeões da Bielorrússia.

BATE Borisov x Marítimo (17:00 Sport TV)– Ao Marítimo pede-se um pequeno milagre. Depois de duas eliminatórias onde os madeirenses confirmaram o seu favoritismo, ganhando aos irlandeses do Sporting Fingal (3-2 nos dois jogos) e aos galeses do Bangor City (8-2 na Madeira e 2-1 em Gales), os verde rubros têm agora uma difícil eliminatória contra os penta-campeões da Bielorrússia. Depois de uma derrota inesperada nos Barreiros contra o Vitória de Setúbal, os leões da Madeira terão que estar numa noite muito inspirada para ganhar esta batalha.

Genk x Porto (19:30 SIC) – Com uma vitória convincente na Supertaça e uma entrada com o pé direito na Liga Zon-Sagres, onde foi o único dos três grandes a vencer, o Futebol Clube do Porto entra nesta competição como uma das grandes favoritas à vitória final. Neste Play-off, os azuis e brancos defrontam os Belgas do Genk, onde a sua experiência em competições europeias e as suas legítimas pretensões ao título final fazem do clube belga apenas mais um passo na caminhada dos dragões.

Sporting x Brondby (20:30 Sport TV) – Depois de ultrapassar, na eliminatória anterior, os dinamarqueses do Nordsjaelland com duas vitórias pela margem mínima (1-0 fora e 2-1 em casa), os leões defrontam agora os dinamarqueses do Brondby, uma equipa mais famosa e com diferentes pretensões. Apesar da má imagem deixada no primeiro jogo do campeonato, os leões, pelo seu historial, são os grandes favoritos a entrar na fase de grupos da Liga Europa. No entanto, há que provar o favoritismo e despachar mais estes nórdicos.

Depois de termos visto ontem um Braga vitorioso frente ao “todo-poderoso” Sevilha, espera-se hoje que semelhante sorte abone as equipas portuguesas agora na Liga Europa. Sporting, Porto e Marítimo traçam a sua rota europeia esta noite. Um espetáculo a não perder!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um passo para a História

O Sporting Clube de Braga tem hoje um dos jogos mais importantes da sua longa história. Está apenas a 180 minutos de entrar pela primeira vez na maior montra do futebol europeu, a Liga dos Campeões. Para atingir esse feito, os vice-campeões nacionais terão de derrotar os espanhóis do Sevilha, umas das principais potências do país vizinho da última década.

A história recente dos dois clubes pode ser comparada, até porque esta foi a melhor década da história de ambos os clubes. Os arcebispos atingiram o seu melhor lugar de sempre, na pretérita temporada, mas nos anos que se antecederam atingiram 3 vezes o 4º lugar, 2 vezes o 5º e 1 vez o 7º, tendo obtido a sua primeira conquista europeia, a Taça Intertoto, em 2008/2009.

Os “Sevilhanos”, com uma história mais rica que o conjunto minhoto, conquistaram por duas vezes a Taça UEFA (2005/2006 e 2006/2007), juntando a estes títulos a Supertaça Europeia com uma vitória clara sobre o Barcelona (3-0), em 2006. No último ano, ganharam a sua 5ª copa do rei de Espanha, numa vitória de 2-0 sobre o Atlético de Madrid.

Estatisticamente, existe uma clara superioridade das equipas espanholas em relação às equipas portuguesas. Em 106 jogos, venceram 56 (28 vitórias portuguesas e 22 empates), tendo o Sevilha contribuído para esta marca com cinco triunfos e dois empates em oito jogos com equipas portuguesas. A última vez que o Sevilha defrontou uma equipa portuguesa numa competição europeia foi, curiosamente, o Sporting de Braga. Em Novembro de 2006, na fase de grupos da Taça UEFA, o Sevilha acabou por vencer, em casa, o Braga por 2-0 com golos de Luís Fabiano e Chevantón.

No entanto, o Braga destes novos tempos é mais forte, mais coeso e mais experiente. Eliminou o Celtic de Glasgow demonstrando clara superioridade e não se vergará facilmente aos pés dos espanhóis. Os andaluzes são os grandes favoritos, mas os rapazes do Minho já demonstraram que numa boa noite podem ganhar a qualquer adversário. Hoje, às 19h45, temos a 1ª mão na pedreira de Braga.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lá se vai o crédito

Tal como no jogo para a Liga Europa, depois de uma primeira parte a bom nível, o Sporting voltou a desiludir na segunda. Se contra o Nordsjaelland, mesmo assim, o Sporting conseguiu ganhar, em Paços sofreu um golo e não mais conseguiu reagir.
Tal como o admitiu na entrevista rápida no final do jogo, Paulo Sérgio foi, também para mim, o principal culpado desta derrota (não querendo porém tirar a responsabilidade dos jogadores pela sua falta de atitude e displicência). De facto, é difícil perceber as alterações efectuadas pelo treinador no onze do Sporting. Toda a pré-época, o Sporting jogou com Vukcevic de um lado e Yannick ou Valdés do outro, sustentados por Pedro Mendes e Maniche no miolo. Este Sábado, Paulo Sérgio resolveu mexer na defesa, e tirar Vukcevic para pôr Matías na única posição onde ele não pode jogar, a extremo. Daniel Carriço não sabe jogar mal, mas não é trinco e, por isso, a opção deveria ter sido Zapater. Desta vez o jogo já era a sério e não era o momento para fazer tantas experiências.
Claro que se as bolas de Liedson, Postiga, Saleiro ou Polga (as mais escandalosas) tivessem entrado, o treinador tinha feito as opções certas, mas o futebol é mesmo assim, e quando se falha criticam-se as opções.
O que é certo, é que ainda há muito para fazer. Ainda é o início mas é nesta fase que o Sporting tem de motivar os seus adeptos. Se ainda resta algum crédito dado pela boa pré-época da equipa, mais derrotas destas não serão perdoadas.
Se os intervalos vão continuar a quebrar as exibições do Sporting, por favor, acabem com os intervalos. Mantenham os jogadores do Sporting a correr à volta do campo. SL

Encarnados reprovam à primeira

Ontem o Benfica sucumbiu (inesperadamente) na primeira jornada da liga em casa contra a Académica de Jorge Costa. Tal como na temporada passada, o Benfica não entra com o pé direito nesta nova temporada. Mas pior que a derrota foi a exibição da equipa encarnada. Sendo que dos onze jogadores encarnados que entraram em campo, apenas o guarda-redes Roberto não era campeão nacional, que razões estarão por detrás desta instabilidade no reino da águia?
A primeira parte da águia foi desoladora, com muito poucas oportunidades de golo e uma pressão ofensiva quase inexistente. Do que me lembro, foram dos piores 45 minutos do Benfica na era de Jorge Jesus.

A segunda parte foi melhor, muito por culpa da entrada em campo de Franco Jara (o que se passa com César Peixoto?), da maior agressividade e vontade da equipa e, claro, da expulsão de Addy (jogador dos quadros do Futebol Clube do Porto). As oportunidades foram muitas, mas a eficácia quase nula. Apenas a grande jogada de Fábio Coentrão (de longe o melhor em campo) deu origem ao único golo dos encarnados. Óscar Cardozo, devido ao jogo a meio da semana no Paraguai, esteve ausente do jogo, não tendo criado uma única oportunidade de golo.

Como manda o ditado de quem não marca sofre, já nos descontos, e depois de o árbitro ter feito vista grossas a dois penaltys, veio o balde de água fria que gelou a Luz. Um remate de longe do brasileiro Laionel deu os três pontos aos estudantes de Coimbra, deixando os adeptos benquistas (onde me incluo) completamente atónicos e perplexos e tornando este, o resultado mais inesperado da jornada.

Para a semana, na Madeira, espero uma reacção dos comandados de Jorge Jesus, aguardando que seja essa a vitória que nos traga a tranquilidade necessária para mais uma época de sucesso.

Um abraço

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A melhor liga do Mundo também está de volta

Esta semana arranca o meu campeonato favorito, a Premier League, que tem neste fim-de-semana a sua primeira das longas 38 jornadas de intenso (mas fascinante) futebol. Chelsea e Manchester United perfilam-se como os dois principais candidatos ao título, mas é importante não esquecer o Arsenal e o renovado Liverpool. Num terceiro patamar coloco Manchester City e Tottenham.
Dos seis clubes mencionados, só um mudou de treinador em relação à passada temporada: Roy Hodgson substitui Rafa Benitez no comando do Liverpool. Os restantes clubes confiaram no trabalho desenvolvido pelos seus “managers”.
No que diz aos reforços e às saídas, a equipa de Carlo Ancelotti viu partir Joe Cole, Deco, Ballack, Ricardo Carvalho e Belletiti enquanto chegaram (apenas) os conceituados Ramires (ex. Benfica) e Yossi Benayoun (ex: Liverpool).
O Manchester United não teve nenhuma perda relevante, reforçando-se com o mexicano "Chicarito" Hernandéz (ex: Chivas), com o português Bebé (ex: Vitória de Guimarães) e com o defesa Smalling (ex: Fulham).
Os pupilos de Arsène Wenger viram chegar o marroquino Chamack, antigo avançado do Bordéus, mas perderem três experientes defesas: Gallas, Silvestre e Campbell. Também saiu o avançado croata Eduardo. No entanto, a equipa parece ter conseguido resistir às investidas do Barcelona a Cesc Fabregas, o seu principal jogador (e capitão).

Já a nova equipa de Roy Hodgson recebeu de braços abertos Joe Cole (ex: Chelsea), Danny Wilson (ex: Rangers), Milan Jovanovic (ex: Standard Liege) e Christian Poulsen (ex: Juventus). A par do israelita Benayoun, Alberto Riera foi outra das principais saídas do clube de Anfield Road. Há igualmente rumores que Javier Mascherano poderá abandonar a equipa e fala-se, insistentemente, na entrada de Alexander Hleb. Mas o Liverpool continua à procura de reforços para poder lutar pelo título que já lhe foge à 20 anos.
Os rivais do United em Manchester, contrataram por verbas astronómicas, o defesa Kolarov (ex: Lazio), o médio centro Yaya Toure (ex: Barcelona), o campeão do Mundo, David Silva (ex: Valência) e provavelmente o campeão europeu Mario Balotelli (Inter de Milão). Com todo este investimento, são a grande incógnita para esta nova época.
O Tottenham não apresenta, para já, grandes mudanças ao nível das entradas e saídas dos principais jogadores. No entanto, como se viu nesta pré-época, apresenta um plantel equilibrado e muito competitivo.
Destaque igualmente para o regresso do Newcalste à Premiership. Depois de um ano a competir na segunda divisão, o clube do norte de Inglaterra está de volta ao maior palco do futebol britânico.
Por fim, um último destaque para o contingente de Portugueses a jogar em Inglaterra. Neste momento, Portugal tem sete atletas na Premier League, sendo eles: Hilário, Paulo Ferreira, Bosingwa (todos no Chelsea), Nani, Bebé (Manchester United), Manuel da Costa e Boa Morte (ambos no West Ham).

Com estes ingredientes, o campeonato inglês promete. Por isso, a televisão lá de casa fica desde já reservada para mim o sábado inteiro. Muito por culpa do queniano Ramires, eu aposto no Chelsea para renovar o título de campeão inglês. E vocês? Aceitam-se apostas.

Um abraço

A magia do futebol está de volta!

A Liga Sagres está de volta pelo que “O Rescaldo” não lhe podia ficar indiferente. Numa jornada onde nenhuns dos grandes se defrontam, será que existirão surpresas? Aqui fica a antevisão:

S.C. Braga x Portimonense: a equipa minhota conservou a maioria do seu plantel, pelo que se espera um Braga em tudo semelhante ao da época passada. Frente aos algarvios de Portimão espera-se um Braga pouco misericordioso e com vontade de acabar depressa com as esperanças dos “rookies” algarvios.

S.L. Benfica x Académica: o campeão vem de uma derrota frente ao rival da cidade invicta mas está cheio de vontade de mostrar serviço e corrigir o desaire da semana passada. Na Catedral do futebol português o Benfica e os seus adeptos não vão dar tréguas aos estudantes de Coimbra, antecipando-se o tão afamado Inferno da Luz para fazer face às investidas da Académica.

Paços de Ferreira x Sporting: os leões não terão tarefa fácil na Mata Real. O Paços de Ferreira é, historicamente, um adversário difícil frente aos que equipam de verde e branco. Num estádio pequeno, com o público próximo do relvado, e com o nervosismo existente em torno da equipa leonina, estão reunidas as condições para o Paços de Ferreira promover a primeira surpresa do campeonato. Vamos ver se o leão mostra a sua raça…

Naval x F.C. Porto: nesta primeira jornada os dragões visitam a Figueira da Foz. Depois da conquista da Supertaça, o Porto mostrou que pode realizar boas exibições e esquecer a má pré-época realizada. André Villas Boas tem agora uma moralizadora confiança mas também a responsabilidade de mostrar serviço e legitimar a sua posição enquanto treinador do F.C. Porto. Vamos ver se o dragão não é traído pelo nevoeiro da Figueira da Foz…

Estão assim reunidas as condições para um excelente início de época. Let the show begin!

Abram alas ao leão

O ano passado foi um ano de mágoa para a família Sportinguista que viu todas as suas ambições por terra e as suas feridas a descoberto; causas foram várias: Para começar o Paulo Bento só fazia a equipa jogar com uma táctica.. Seja por falta de investimentos na equipa, ineficiente gestão dos recursos, ou pura limitação técnica o que é facto e que já todas as equipas sabiam como encaixar no jogo do leão.. Depois não existiam laterais com o mínimo de talento para permitir ao Sporting passar do meio-campo sem ser com o pontapé para a frente.. Tínhamos ainda uma espinha dorsal da equipa sem maturidade e experiência e como muita vontade de dar o salto para os grandes da Europa.. Houve também vários casos de indisciplina da malta de leste.. E por fim descobrimos que o capitão era bipolar.. Enfim um ano em que nada deu certo.

O que se pode dizer do Sporting deste ano é que tem uma equipa em formação onde ainda se adivinham algumas mexidas mas que ate agora mostrou bom futebol.. De facto já não via a equipa a trocar assim a bola desde os tempos do Sr. Peseiro.. Ainda é muito cedo para grandes análises mas estou confiante num Sporting a lutar pelo primeiro lugar naquilo que vai ser certamente dos campeonatos mais competitivos e engraçados de seguir para os apaixonados da modalidade.

Neste sábado ás 21:15 o Sporting começa o campeonato contra o Paços de Ferreira na Mata Real, de feridas lambidas e saradas, com a cabeça erguida e com outros argumentos em relação aos que tinha no ano passado, a esperança Sportinguista toma forma...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Bruno Alves - A história de um capitão

O Bruno Alves é daqueles jogadores cuja carreira dá gosto de seguir. Com o carimbo de uma das melhores escolas de centrais modernos do mundo, fez o percurso tradicional da casa azul e branca. Passando por equipas mais pequenas mas que lhe davam a garantia de competir até chegar ao plantel e poder aprender com os melhores.

Um guerreiro que se sacrifica em prol do clube do coração, um jogador duro mas correcto, um eximio marcador de livres, uma forte capacidade de alargar o jogo a todo o campo e uma notável capacidade de marcação fazendo do jogo aéreo a sua imagem de marca.

Um grande capitão, que sabe chamar a si a responsabilidade nas alturas próprias e que sai sempre de campo com o sentimento de dever cumprido.

Um central como não há em Portugal. Este sim, um dos melhores do Mundo.

Bruno Alves, sempre Porto!

A guerra vai começar!

“Todos juntos seremos uma força tremenda” estas foram as palavras de Paulo Sérgio na sua última entrevista para o jornal Sporting. De facto, só com o apoio de todos, o Sporting poderá ter forças para ganhar todas as batalhas que se prevêem para este ano.
Aos jogadores pede-se que deixem tudo em campo. Que lutem pela vitória em cada jogo como se de uma final se tratasse. Que puxem pelos adeptos e que mostrem um orgulho infinito por defender as nossas cores. Aos (verdadeiros) adeptos pede-se que apoiem constantemente o Sporting. Que vão até ao estádio e se tornem o 12º elemento. Que se orgulhem dos bons momentos e não deixem de acreditar nos maus momentos.
Tal como diz o “mister”, o esforço tem de ser de todos. Por isso, este ano vamos unir-nos mais que nunca e vamos tornar o Sporting uma equipa muito grande, tão grande como os maiores da Europa. Deixo-vos aqui dois pequenos vídeos que espero que vos inspirem e motivem para mais uma “longa guerra”. SL



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Parabéns David

Boa tarde a todos. Durante a última madrugada assisti à tão ansiada estreia de David Luiz na selecção principal da canarinha. Foram os primeiros 90 minutos do miúdo na equipa amarela e azul mas que acredito que tenham sido os primeiros de muitos. A estreia foi positiva (vitória de 2-0 sobre os EUA), apenas ligeiramente penalizada pelo cartão amarelo mostrado pelo homem do apito.

Finalmente um seleccionador brasileiro (Mano Menezes) descobriu o que todos nós (Portugueses) já sabíamos há algum tempo: não há nenhum central na Europa com tanto talento e potencial como este jovem dos caracóis. Além da sua grande técnica de desarme e da sua capacidade de antecipação, David destaca-se por sair a jogar desde o seu meio campo, sempre com a bola dominada, até ao ataque (a fazer lembrar o grande Beckenbauer).

Na época passada foi um dos pilares do Benfica de Jorge Jesus. Foi o jogador mais utilizado pela equipa campeã nacional durante toda a temporada e foi considerado o melhor jogador da Liga Sagres 2009/2010. Com uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros, David Luiz é hoje um dos ídolos da torcida benfiquista, sendo disputado por grandes colossos europeus.

É caso para dizer: “Finalmente o miúdo chegou lá”.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O campeão ficou de férias no Algarve

Boa tarde a todos. Fim-de-semana de desilusão. Não direi que foi um jogo para esquecer, mas sim para recordar durante a temporada. Vitória justa do Futebol Clube do Porto no estádio municipal de Aveiro.

Na semana que antecedeu o jogo falou-se da fragilidade azul e branca e do rolo compressor do Sport Lisboa e Lisboa (como dizia o meu amigo Sérgio), mas como nem tudo o que parece é, o SLB foi dominado pelo conjunto de André Vilas Boas.

Jesus disse que a equipa estava preparada, mas equivocou-se. E aqui ficam, do meu ponto de vista, algumas justificações que poderão estar relacionadas com esta derrota dos encarnados.

1º Desgaste dos jogadores que estiveram presentes no Mundial. No onze inicial das equipas o FCP tinha apenas dois jogadores que estiveram presentes no campeonato do Mundo (Rolando e Álvaro Pereira) contra quatro do onze escaldo por Jesus (Ruben Amorim, Fábio Coentrão, Luisão e Cardozo). Notou-se claramente falta de pernas, nomeadamente, em Luisão e Cardozo.

2º Momento dos golos. Marcar ao 3º minuto do jogo trouxe grande confiança ao FCP e alguma instabilidade aos encarnados. E no 2º golo do FCP o central Luisão estava lesionado (Sidnei já se preparava para entrar) e foi facilmente ultrapassado pelo rapidíssimo Varela.

3º Cansaço da pré-temporada. Não sei se foi pelos fortes treinos realizados ou pelo elevado número de jogos efectuados, nomeadamente os 3 últimos num espaço de tempo tão reduzido, mas notou-se alguma quebra nos jogadores benfiquistas, naquela que é uma das principais características do Benfica campeão.

4º Motivação. A grande resposta. Tal como aconteceu no jogo da época passada no Dragão (3-1 para FCP), o FCP apresentou-me muito mais motivado e empenhado para este jogo. Creio que foi aqui a grande lacuna da equipa encarnada. Confiou em demasia que o facto de ser campeã faria com que a supertaça voasse para o Museu do Estádio da Luz. Enganou-se e foi derrotada.
E esta, espero que seja a grande lição para o resto da temporada. O título do ano passado por si só não trará vitórias e troféus para esta época.

Em Wembley, na supertaça Inglesa, a sorte foi diferente para a equipa vestida de encarnado, mas idêntica para a equipa campeã em título. Tal como em Portugal, em Inglaterra o campeão também não levou a supertaça.

Para terminar quero só pegar numa frase de Jesus. A“ conquista de um título é sempre importante, mas uma vitória amanhã [supertaça] não é sinónimo de entrar mais ou menos forte no campeonato". Domingo, teremos a resposta. Um abraço de um adepto campeão.

sábado, 7 de agosto de 2010

Rodrigo

Esta semana tornou-se oficial a contratação de Rodrigo por parte do Benfica ao Real Madrid. O promissor jogador vem confirmar a política aquisitiva já há alguns tempos encetada pelos encarnados, onde se procura no mercado jovens com um potencial elevado por forma a lançá-los posteriormente, gerando ganhos no plano desportivo (enquanto jogadores do clube) e no plano financeiro (na venda dos seus passes). Como se sabe, esta tem sido a receita por trás das contratações de Di Maria, Ramires, Fábio Coentrão, David Luiz, entre outros.

Remontando um pouco atrás no tempo, víamos um Benfica bem diferente. No que se refere a contratações, o Benfica terá sido, dos três grandes, aquele que adoptou o pior caminho porque procurou sempre jogadores já firmados no mercado, com provas dadas, muitas das vezes em final de carreira e, como tal, com um preço e ordenado muito superior às possibilidades do clube encarnado. Esta política teve graves consequências nas finanças do clube e não teve o sucesso que se pretendia no plano desportivo.

Analisando os seus rivais Porto e Sporting vemos também que o sucesso das suas políticas aquisitivas não tem sido total. O Porto tem sido mais conservador, procurando jovens jogadores que se adaptem à sua estrutura mas pecando por excesso, contratando um sem número de jogadores que depois cede a título de empréstimo a uma meia dúzia de “clubes amigos” da Primeira Liga. O Sporting tem uma academia, seja para o bem ou para o mal. A academia requer um pesado investimento que torna o Sporting seu dependente: por um lado porque faz sentido rentabilizar os activos da academia em detrimento de ”activos externos”, por outro, porque absorve os recursos financeiros necessários para adquirir os passes de jogadores que se traduzam numa mais-valia desportiva. Fica a pergunta: fará sentido, num país como Portugal, ter uma academia de futebol?

Assim sendo, sinto-me optimista em relação ao futuro do Sport Lisboa e Benfica. Vejo agora um Benfica com uma mentalidade de longo prazo, procurando antecipar as suas necessidades e contratando jogadores para o futuro, para o SEU futuro. É com agrado que vejo os frutos que esta política trás ao meu Sport Lisboa e Benfica: elevadas mais-valias financeiras e sucesso ao nível desportivo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A bola já rola

Ontem foi mais uma jornada importante para as equipas Portuguesas na Liga Europa. Tanto o Sporting como o Marítimo cumpriram as suas obrigações e juntaram-se ao FC Porto na fase de ‘play-off’ desta competição.
Em Alvalade, assisti a um leão mandão na primeira parte e a um leão (inexplicavelmente) nervoso na segunda. De bom, fica o óptimo jogo de Postiga, Maniche e Evaldo, e a boa réplica que o adversário (até agora desconhecido) deixou nesta eliminatória. Para melhorar, fica a condição física de alguns jogadores e alguns vícios antigos da equipa do Sporting.
No País de Gales, depois de uma vitória das antigas, o Marítimo cumpriu calendário de forma descontraída mas, ainda assim, determinada e vitoriosa.

Já hoje, ficámos a conhecer os adversários dos Portugueses no ‘play-off’ da Liga Europa. O Porto defronta o Genk da Bélgica, o Marítimo o Bate Borisov e o Sporting desloca-se novamente à Dinamarca, desta vez para defrontar o Brondby. Dentro das alternativas, acredito que não nos calharam as mais difíceis, mas aguardemos para ver o que nos trará esta jornada.

Amanhã em Aveiro, já há um ‘clássico’ a sério. Porto e Benfica jogam muito mais do que uma simples Supertaça. Todos os episódios da época passada antecipam um jogo tenso e muito disputado. Ainda assim, espero que seja um espectáculo sério, com muitos golos e bom futebol. Sob risco de ser insultado pelo meu amigo Romão, não arrisco a deixar aqui o meu prognóstico. No entanto, desafio-vos a deixarem os vossos. SL

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Obrigado Queniano “Vermelho”

Há um ano atrás chegou a Lisboa um jovem franzino de seu nome Ramires Santos do Nascimento. “Queniano Azul” era a sua alcunha. Queniano por fazer lembrar os maratonistas africanos e por correr quilómetros durante um jogo, azul porque vestia a camisola da Raposa, o clube mais emblemático da cidade de Belo Horizonte.

Em apenas 12 meses o passe de Ramires subiu dos 7,5 milhões de euros pagos pelo Benfica ao Cruzeiro, para cerca de 22 milhões, valor que o Chelsea de Carlo Ancelotti teve de desembolsar para levar o internacional canarinho para Londres.

Nesse período, o queniano esteve presente em todas as convocatórias da selecção Brasileira. Ganhou a taça das confederações no ano passado (3-2 na final contra os EUA), sendo titular da equipa penta campeã do Mundo, e esteve presente no recente Mundial da África do Sul com presença assídua no conjunto escalado por Carlos Dunga.

Em apenas um ano o queniano tornou-se peça fundamental no losango de meio campo de Jorge Jesus. Ramires foi um elemento determinante na conquista do 32º ceptro de campeão Português do Sport Lisboa e Benfica.

Os adeptos benfiquistas não se irão esquecer da sua velocidade, resistência, simplicidade, habilidade e indiscutível qualidade. Foi ele o autor do único golo do jogo Vitória de Guimarães – Benfica no estádio D. Afonso Henriques, naquela que seria a primeira vitória na longa caminhada do futuro campeão nacional.

Por tudo isto e muito mais, só quero dizer a Ramires: Obrigado e Boa Sorte.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Antevisão

Acabaram as brincadeiras, agora é a sério! Benfica e Porto disputam a primeira competição oficial da época já este fim-de-semana. Ambas as equipas já tiveram, ao longo desta pré-época, a oportunidade de mostrar aquilo que valem em campo, pelo que estamos em condições de traçar aquilo que vai ser o rumo dos acontecimentos, em Aveiro.

O Porto começa esta nova época sem grandes aquisições. Aliás se tivéssemos que destacar a mais importante aquisição do F.C. Porto esta época, diríamos que é o seu treinador, André Vilas Boas (possivelmente também João Moutinho, mas este não vem mais que colmatar a provável saída de Raúl Meireles). Como tal, importa analisar aquilo que são as saídas no plantel e, neste panorama, o F.C. Porto encontra-se numa situação difícil já que tanto Bruno Alves (certo no Zenit pela bela maquia de 22M€) como Raúl Meireles eram peças importantes no seu esquema táctico. Nos jogos de pré-época que o Porto realizou, houve o cuidado de jogar sem estas duas peças para que, no meu entender, a equipa mais rapidamente se tornasse independente destes dois pilares de recuperação e construção de jogo. Mas o que é verdade é que o Porto que nós vimos durante esta pré-época nunca foi capaz de demonstrar um estilo e uma produção de jogo que deixasse os adeptos portistas confortáveis em relação à nova época. Aliás, nos últimos jogos que realizou, no Torneio de Paris, o F.C. Porto oscilou entre o mau e o paupérrimo realizando inúmeros erros defensivos, muitos deles resultando em golos adversários, e deixando uma má imagem de si próprio e do futebol nacional. Faltam ideias ao ataque portista (Hulk mantém a tendência para querer resolver tudo sozinho, esquecendo que o futebol é um jogo de equipa), ao meio-campo falta velocidade nas transições defesa-ataque e principalmente nas transições ataque-defesa, e aos centrais falta a tranquilidade que os 1,89m de Bruno Alves (e outros tantos de impulsão!) impunham no alívio das vagas atacantes das equipas adversárias. O resumo da pré-época portista é fácil de fazer: Esperava-se mais da equipa azul e branca.

Quanto ao S.L. Benfica…o rolo compressor está de volta! À excepção jogo contra o Tottenham, onde vimos um Benfica dominador mas menos eficaz, o S.L. Benfica tem demonstrado todas as premissas que o fizeram campeão nacional a época passada: velocidade, qualidade e domínio avassalador! A equipa, sem Di Maria e Ramires, tem demonstrado o poderio de jogo do ano passado e, mais uma vez, muito por culpa da frescura física dos jogadores encarnados. Neste ponto, a equipa encarnada destaca-se da demais concorrência pelo que é mais do que justo felicitar a equipa técnica por este feito.

Relativamente às entradas e saídas, os encarnados têm sabido manter o esqueleto da equipa campeã nacional. Mesmo sem Angel Di Maria e Ramires, a equipa demonstra capacidade para desenvolver o futebol atacante da época passada e fazer as suas rápidas transições sem perturbações ao nível do posicionamento dos jogadores. Aliás, neste campo o mérito deve ser dado aos jogadores por serem muito disciplinados tacticamente e robustos do ponto de vista físico, impedindo assim o sucesso das investidas adversárias e desenvolvendo rapidamente contra-golpes de uma eficácia tremenda. Quanto às novidades, e ao contrário do que era expectável, Jara tem demonstrando uma melhor adaptação ao futebol encarnado do que Gaitán, muito por culpa da sua inigualável capacidade de esforço. Jara personifica a vontade de vencer do plantel encarnado, é incansável durante os 90 minutos e demonstra solidariedade com os companheiros na hora de concluir as jogadas. É bom, e mais não digo!

Como tal, espero este fim-de-semana um jogo muito tenso, fruto da rivalidade entre as duas equipas, e mais táctico do que espectacular. O F.C. Porto não está num grande momento de forma, e André Vilas Boas sabe-o bem, pelo que vai optar por manter a coesão defensiva, procurando fechar os espaços aos médios criativos do Benfica e assim retardar ao máximo a vantagem da equipa lisboeta. O FCP vai jogar com o tempo, tentando aumentar os níveis de ansiedade da equipa encarnada (que tipicamente gosta de chegar à vantagem cedo e depois construir o resultado tendo por base a estabilidade da vantagem), e depois, num rasgo de sorte ou desatenção encarnada aplicar o contra-golpe de forma letal. O Benfica não vai dar espaço ao Porto, o rolo compressor está de volta, Jesus não vai deixar o seu crédito por mãos alheias e vai apontar baterias ao arqui-rival sem piedade. Saber que o F.C. Porto não se apresenta nas melhores condições é apenas mais um estímulo para a equipa da Luz não perdoar!

Assim sendo, ao F.C. Porto pede-se atenção, ao S.L. Benfica pede-se paciência. De Aveiro só sairá um vencedor! Uma equipa que se munirá dos melhores níveis de confiança para o início da nova época da melhor forma, vencendo o seu rival! Estão lançadas as peças para o primeiro jogo oficial da época 2010/2011. Sábado, 20h15, Aveiro. Uma data, um local, um vencedor!

Um leão mais motivado ao ritmo da Cueca Chilena

Depois de um ciclo de dez meses, começado por Paulo Bento e acabado por Carlos Carvalhal, de um futebol desesperante e uma desmotivação incompreensível, o Sporting deu inicio a uma nova era. Uma era com novos métodos, novos recursos e duas apostas muito fortes, Costinha e Paulo Sérgio. Dois homens que, com o apoio de José Eduardo Bettencourt, terão que contornar uma forte limitação de recursos financeiros e uma enorme crise de militância e descrença dos adeptos, e recuperar a glória de um dos mais importantes clubes de Portugal.
Muito haveria para escrever sobre a gestão e o futuro do Sporting, no entanto, o objectivo desta primeira crónica é analisar a pré-época leonina e perceber o que poderemos esperar do Sporting versão 2010/2011.

A pré-época do Sporting permite-nos tirar algumas conclusões importantes:
(1) João Moutinho e Miguel Veloso, dois jogadores muito importantes no ciclo de 4 anos de Paulo Bento, perderiam relevância num plantel com os experientes Pedro Mendes e Maniche; (2) Vukcevic parece estar recuperado e motivado (é a primeira vitória de Paulo Sérgio); (3) Valdés é sem dúvida um grande reforço e vai trazer muita qualidade, não só ao Sporting mas também ao campeonato português; (4) Existem mais soluções e qualidade no plantel do Sporting, mas sobretudo, existe mais organização e motivação.

No entanto, aos olhos de mais um treinador de bancada, há ainda muito que trabalhar e algumas alterações a fazer: Na defesa, o Sporting não pode continuar com a dupla que mais golos sofreu na época transacta. Pela sua altura, força e rapidez, mas também, pelas boas indicações que tem dado, Nuno André Coelho parece merecer uma oportunidade de jogar ao lado do capitão Daniel Carriço.
No meio campo, Valdés tem que entrar para o lugar de Yannick. O chileno tem mostrado uma capacidade técnica fora do comum e não tem medo de ter a bola nos pés, de enfrentar o adversário e de rematar à baliza. Quanto a Yannick, só a espaços tem conseguido mostrar as capacidades técnicas que faziam Bölöni acreditar que o diamante mais bruto da Academia estaria encontrado.
No ataque, enquanto não houver o parceiro certo para o Levezinho, o Sporting deve jogar em 4x3x3 e aí, entra Matías Fernandez. Um jogador com um potencial enorme e com uma técnica estrondosa, mas que ainda não mostrou a garra dos grandes guerreiros latinos. No entanto, numa táctica onde as suas tarefas defensivas seriam menos exigentes, ao contrário do losango de Paulo Bento, Matías poderia assumir um papel fundamental na manobra ofensiva dos leões. Juntamente com Valdés, tornariam o meio campo leonino tão irreverente e criativo como a ‘cueca chilena’, a dança mais tradicional do Chile.
Por fim, na baliza está o maior dilema da equipa do Sporting. Se por um lado, faz sentido continuar a apostar na evolução do talentoso, mas irregular, Rui Patrício, por outro lado, existe o fantástico Stojkovic mas com um problema de profissionalismo que ninguém ainda soube explicar. No entanto, uma coisa é certa, tal como Vukcevic, Stojkovic pode trazer coisas importantes ao Sporting: não só é uma óptima solução para a baliza, como também, uma forte concorrência para Rui Patrício, que lhe exija um esforço maior e lhe permita evoluir e crescer como guarda-redes do Sporting. É um caso que Paulo Sérgio e a sua equipa terão que (rapidamente) resolver.

Se rapidamente Valdés e Matías Fernandez entrarão no 11 do Sporting, o caso de Nuno André Coelho e Stojkovic pode ser mais demorado. Por isso, acredito que o Sporting só estará na máxima força lá para meio de Setembro. No entanto, mesmo partido sem as mesmas armas, acredito que o Sporting poderá ganhar a qualquer equipa e fazer frente ao Benfica, ao Porto e aos heróis de Braga.

O Campeão veio para ficar

Ao fim de 10 jogos, os encarnados de Lisboa já levam 29 golos apontados. Impressionante! Apesar do resultado menos conseguido na Eusébio Cup (justificado pelo cansaço acumulado da equipa do Benfica, sempre foram 3 jogos em 5 dias, e da rotatividade implementada por Jorge Jesus) o que se assistiu durante o fim-de-semana no torneio do Guadiana (e no torneio de Paris) espelha bem a ideia de que o Benfica é claramente o principal candidato ao título nacional e que tem grandes hipóteses de fazer a sua melhor liga dos campeões da última vintena de anos.

Quem ganha 4-1 aos Holandeses do Feyenoord (4º classificado do último campeonato Holandês) e derrota o 6º classificado da Premier League pelos mesmos números só pode merecer a minha admiração!

A equipa apresenta uma dinâmica muito semelhante aos melhores jogos da temporada passada. Mas ao contrário da época 2009/2010, este ano o Benfica tem um modelo de jogo alternativo ao seu 4-4-2. É verdade que saiu Ángel Di María, um dos jogadores mais influentes, o atleta com mais assistências durante o campeonato nacional, mas estou convencido que Nico Gaitan tem qualidade suficiente para colmatar a ausência do novo reforço de José Mourinho. E depois há Franco Jara. Um jogador que na minha modesta opinião irá ter um papel fulcral na temporada da equipa de Jesus. É por causa dele que Jorge Jesus está indeciso entre dois modelos de jogo. No novo 4-3-3 ele é uma peça fundamental no puzzle de Jesus. Jogador rapidíssimo, dinâmico e raçudo, que não desiste de um único lance mas igualmente com uma técnica capaz de fazer mossa em qualquer defesa adversária. Excelente reforço este jogador das pampas!

Na hora de atacar a baliza adversária, continua a essência da época passada. Os "irmãos" Saviola e Aimar continuam a encantar, Carlos Martins está no seu melhor de sempre (a querer mostrar a Queiroz que tinha lugar nos 23 eleitos para a África do Sul), Fábio Coentrão e Cardozo continuam a fabricar golos que fazem com que o futebol pareça fácil. Depois ainda há David Luiz. Não me recordo de ver um defesa central com tanto potencial como este Brasileiro. O "caracoleta" até já marca golos de meia distância. Este ano promete (e muito!) para ele. E se a dupla com Luisão se mantiver, não tenho dúvidas que este ano o Benfica vai sofrer muitos poucos golos.

Depois ainda há os jovens brasileiros Airton e Alan Kardec. Após seis meses de aprendizagem estes dois jovens são claras alternativas ao onze inicial. Com Airton nesta forma, Javi Garcia que se cuide! Kardec por seu lado, apesar da veia goleadora verificada, vai ter de aproveitar as poucas oportunidades que Jesus lhe irá proporcionar. O matador Oscar Tacuara Cardozo regressou em grande forma e está determinado em manter a condição de titular indiscutível e revalidar o seu título de melhor marcador da Liga.

Finalmente não podemos esquecer aquela que deverá ser a contratação mais controversa da época: Roberto. O guarda-redes espanhol muitas vezes criticado (justamente!), este fim-de-semana demonstrou toda a sua qualidade realizando defesas dignas de memória e espelhando a sua determinação em ser o guarda-redes titular do Benfica. Roberto parece determinado em retribuir toda a confiança em si depositada por Jorge Jesus! Que fantástica defesa realizou Roberto contra os Holandeses! Magnífico!

Assumindo que o onze base é igual ao do ano passado, trocando Roberto por Quim, Gaitan por Di María e mantendo Ramires no plantel estes deverão ser os presumíveis suplentes do Benfica na próxima época: Júlio César, Ruben Amorim, Sidnei, Carlos Martins, Airton, Kardec, Jara, Rodrigo. Parece-me bastante elucidativo da qualidade deste plantel encarnado. Um plantel com opções de qualidade, que prometerão dar muita luta aos titulares, e fazendo do campeão nacional uma equipa mais forte, mais coesa, onde a palavra de ordem é simples: vencer!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O futuro de Alvalade

O Sporting lança-se nesta nova época cheio de esperança. Esperança em esquecer rapidamente os desaires da época transacta; esperança na capacidade da nova equipa técnica em motivar um plantel que pecou na época passada por falta de ideias, dinamismo e velocidade; esperança que o dirigismo do “Ministro” Costinha traga maior tranquilidade ao plantel e apazigúe a relação com jornalistas, adeptos e sócios. Esta é a esperança leonina para a nova época! Será suficiente para lograr na nova época?!
Não. E porquê? Analisemos a situação do Sporting.

Nestes casos confesso que gosto de fazer uso do meu background em Gestão para estruturar o meu raciocínio. E, adoptando esta lógica, pergunto-me quais os factores críticos de sucesso para um clube de futebol? A resposta, como não poderia deixar de ser, é simples: estabilidade e qualidade.

Estabilidade. Estabilidade transversal a toda a organização, desde a estratégia definida pela direcção, passando pelas rotinas criadas em campo pelos jogadores, até ao relacionamento com os adeptos. Analisando o Sporting nesta perspectiva, não encontro estabilidade em nenhuma das três vertentes.
A direcção de Bettencourt é semi-presente. O presidente tem pecado pela falta de timing: quando deve prestar declarações não o faz e quando o faz não o devia fazer. É o dilema “à la Bettencourt”…Costinha também não se tem revelado muito feliz na sua vertente de Director Desportivo. Aliás, Costinha tem sido o principal responsável pela falta de estabilidade no Sporting. O ministro quis mostrar serviço e quis chamar a si a responsabilidade de gerir o plantel leonino. Enganou-se, disparou críticas de forma descontrolada para fora não vendo que os reais problemas estavam dentro do Sporting. Foi o perfeito exemplo do locus de controlo externo, e agora terá que se redimir. Primeiro, porque os adeptos ainda não lhe reconhecem a legitimidade para ser Director Desportivo do Sporting, segundo, porque ninguém se esquece da sua costela “azul”.

Relativamente às rotinas em campo, Paulo Sérgio será chamado à responsabilidade. É dele a árdua tarefa de montar um meio-campo sem Moutinho e Veloso. É dele a árdua tarefa de criar dinamismo no meio-campo espasmódico que o Sporting teve na época passada. O futuro não se adivinha fácil mas o futebol é feito de desafios.
O relacionamento com os adeptos também já vislumbrou melhores dias. A perda do capitão deixou grande mágoa entre os adeptos. Mas os adeptos são fáceis de conquistar, basta apenas ganhar! Quando ganham são os melhores, quando perdem são os piores. É esta a verdadeira realidade do futebol. Duro, sim. Legítimo, também.

Qualidade. Ganhar campeonatos implica qualidade. Ganhar um jogo pode ser sorte, mas ganhar sistematicamente implica qualidade. E é esta a principal incógnita no Sporting 2010/2011. Quando José Mourinho, enquanto treinador do F.C. Porto, afirmou peremptoriamente que seria campeão independentemente das condições normais ou anormais que encontraria, causando grande surpresa e fazendo correr muita tinta nos jornais, ele sabia que o seu plantel tinha qualidade. Terá o Sporting sem Moutinho e Veloso, as suas duas principais referências no meio-campo, a qualidade necessária para vencer sistematicamente as equipas adversárias? Não creio, e o tempo assim o dirá.

E é pela falta destes dois princípios que eu digo que o Sporting 2010/2011 começa mal. Esta pré-época trouxe-nos um Sporting mais focado em realizar maiores encaixes financeiros (não dizendo com isto que a transferência de João Moutinho foi um bom negócio para o Sporting, independentemente do potencial de Nuno André Coelho) do que potenciar a sua competitividade desportiva. Ou seja, hipoteca-se a competitividade desportiva para fazer face às hipotecas existentes sobre o património leonino. Esta situação torna-se insustentável na medida em que o futebol vive de vitórias. Sem sucessos no campo não há alienação de património que sustente um clube. Faltarão as alegrias que trazem adeptos aos estádios, faltarão os sócios que ecoem o sentimento de dizer: Eu sou do Sporting!

O início

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