Ontem foi um dia histórico para um dos principais símbolos do Benfica dos últimos anos. Dia triste, pois provavelmente não iremos ver mais no relvado do Estádio da Luz, o sorriso e os malabarismos de Pedro Manuel Torres, simplesmente Mantorras no mundo do Futebol.
Pedro Mantorras chegou ao Benfica em 2001, depois de uma época fantástica no Alverca. Com apenas 19 anos, o número 9 encarnado mostrou o potencial e o talento que lhe valeram o título de “o novo Eusébio”. Pedro Mantorras revelou ser o jogador mais importante da equipa encarnada da altura, tendo conquistado igualmente o título de melhor marcador do conjunto na sua época de estreia. Mantorras estava no auge da sua carreira. Jogava com uma alegria contagiante e a sua força e técnica deixavam companheiros e adversários completamente perplexos. Era referenciado pelos colossos europeus e Luís Filipe Vieira (na altura director desportivo) pedia 18 milhões de contos (90 milhões de euros!) pelo seu passe. No entanto, uma grave lesão no joelho do jovem angolano mudou a vida de Mantorras. Dores atrás de dores, fizeram com a magia indomável do jovem angolano nunca mais fosse a mesma.
Nos últimos anos a presença de Mantorras em campo tem-se resumido a escassos minutos. No entanto, são os mais empolgantes de todo o jogo! Não só pelo entusiasmo que o Palanca transmite ao jogo, mas também porque a sua simples entrada em campo leva os benfiquistas a uma explosão de alegria e de exultação do grande carinho que nutrem pelo seu número 9. Mantorras teve sempre esta capacidade. Jogador humilde, sincero e simples. Sem rodeios, sem vedetismos e com muita vontade. Vontade de ajudar, vontade de vencer! E isto os adeptos benfiquistas jamais esquecerão.
Recordo o título de 2004/2005, onde Mantorras foi crucial, marcando 5 golos importantíssimos, todos eles, nos últimos minutos dos jogos. Não jogou muito mas jogou bem. Mostrou o orgulho que é vestir esta camisola encarnada!
Por tudo isto, não queria passar este momento sem agradecer ao grande fenómeno chamado Mantorras. Obrigado Pedro. Adeus campeão.
Como sportinguista sempre admirei o Mantorras pela sua alegria,talento e raça, diria que era um jogador mais "à sporting" que "à benfica". custa-me ver como está a ser tratado neste momento (desde ha 2 ou 3 anos para cá), apenas como um objecto que serve para manter a chama do benfica acesa em Angola, não o emprestando a clubes de menor dimensão onde poderia continuar com a sua alegria de jogar mesmo que a um nivel mais baixo. Abraço Romão
ResponderEliminarPensei que tinhas morrido, Romão.
ResponderEliminarO Mantorras é um símbolo quase mítico. É pena que a carreira tenha acabado por uma lesão.
O Rescaldo está de volta? Já tinha saudades. Sem dúvida que o Mantorras era um jogador diferente e muito talentoso. Combinava a força africana com a técnica latina de uma forma que parecia tão simples quanto eficaz. Por isso, apoio o teu comentário. No entanto, gostei especialmente de teres feito referência a um dos tesourinhos do LFV. Tal como pensou que o Benfica seria o maior clube do Mundo em três anos, achou que o Mantorras valeria 18 milhões. Tal como dizia a Juveleo (por ventura a melhor claque nacional), 18 milhões... só se for de irmãos.
ResponderEliminarO Mantorras é um símbolo do Benfica e era difícil vê-lo a defender outra camisola. Também não era (e é) vontade dela jogar em outro clube.
ResponderEliminarMica, tive uns tempos ausentes, mas estou de volta com o Rescaldo.
Toda a gente sabe que 90 milhões de euros éeraum valor elevadíssimo ,mas têm de concordar que o Mantorras tinha potencial para ser o melhor jogador Africano de sua geração e que poderia ter feito uma carreira brilhante.
Abraços e beijinhos